O que é certo é que o nosso PM tem tentado afastar-se da família, o que levanta a questão fulcral: será que os familiares se "orientaram" sem lhe dar cavaco? Se assim for começo a achar que temos um PM um pouco lerdo... Se calhar tem de aprender com um pouco com os exemplos italianos. Na realidade os romanos quando chegavam a um cargo de poder não perdiam muito tempo em aniquilar os opositores, mesmo que fossem familiares, ou deverei dizer especialmente.
Pensamentos, discussões, opiniões e tudo o resto que me venha à cabeça...
13 de fevereiro de 2009
Primos...
A campanha negativa contra o Sr. Primeiro Ministro continua... bem ou mal continua. Como sabemos nos últimos tempos temos assistido ao verdadeiro regabofe por causa do caso Freeport (ou Freepor se pronunciado pelo Sr. PM), algo um pouco despropositado no meu entender. O nosso PM, na altura ministro do Ambiente, procurou governar-se e procurou que os seus também ficassem com algum, fica a pergunta: há atitude mais tipicamente portuga? o homem deve sentir-se envergonhado? Eh pá, só se for pela camisa que o Tio levou ao jornal nacional da TVI. É o dever de qualquer um de nós deitar a mão aos nossos e só depois olhar pelos outros...
1 de fevereiro de 2009
Ensaio sobre a cegueira - capítulo 1
Não. Não vou escrever sobre o livro da autoria de José Saramago, nem tão pouco sobre a adaptação cinematográfica realizada pelo Fernando Meirelles (até porque ainda não li o livro nem vi o filme...).
«Mas então porquê este título?» perguntará o leitor (tenho a esperança de que pelo menos uma pessoa leia isto). Ora bem, este primeiro capítulo do meu Ensaio sobre a cegueira desenrola-se em na cidade suiça de Davos, onde decorre neste semana o Fórum Económico Mundial. Normalmente por esta esta altura, os ricos e poderosos do mundo juntam-se aos principais líderes políticos para analisar a situação da economia mundial e tentam traçar as linhas de orientação para os anos vindouros... É certo que neste momento, e tendo em conta a situação extremamente delicada da economia mundial, esta reunião mais parece um encontro de videntes, dado que niguém conseguiu prever a crise, nem tão pouco há consenso quanto à sua severidade e duração.
Porém, para mim, o facto relevante desta reunião foi o debate sobre o Médio Oriente, que juntou no mesmo palco Shimon Peres (presidente Israelita), Recep Erdogan (primeiro-ministro Turco) e Ban Ki-Moon (secretário gera da ONU). Com tão ilustre elenco já esperamos um espectáculo digno de nota, mas creio que niguém esperava o que veio a acontecer (podem ver o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=ITWw9b0k7cE). Ora bem... A dramática retirada do Sr. Primeiro Ministro Turco, na sequência da censura do moderador - que mais parecia um pirómano com um isqueiro, numa qualquer floresta portuguesa em Agosto...- da mesa redonda, poderia parecer uma forma elegante de exigir rspeito pela sua palavra. Eu até lhe reconheço razão, o que lhe fizeram foi de facto censura, e os argumentos que ele explanava no momento eram, no meu entender, válidos.
Mas o Sr. Erdogan não se terá esquecido do Curdistão? e do povo curdo? Há um ditado português que se aplica aqui na perfeição: "Diz o roto ao nú". Na realidade aquela atitude apenas serviu para extremar ainda mais posições já distantes, e capitalizar a imagem de defensor do Islão junto do eleitorado turco. De facto, na minha opinião, esta atitude teatral só poderá ser entendida como válida ou honesta se esquecermos o que acontece periódicamente na Turquia, como se não conseguíssemos ver o que lá acontece (ufa, consegui fazer a ligação com o título do texto!)
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