Disputamos a atenção uns dos outros com a compra das melhores e mais exclusivas das prendas, como se disso dependesse o sucesso das nossas relações ou o próprio Natal! Nada mais errado, pelo menos assim me parece. Aliás, parece muito óbvio, no entanto o nosso discernimento parece obstruído por uma densa névoa, a qual nos impede de dar valor à maior dádiva de que dispomos nesta quadra: a família... Parece difícil de perceber, mas se empenhamos tanto tempo à procura da prenda perfeita para os outros, então é porque eles são importantes para nós.
Assim sendo, porque não presentear os que nos são próximos com o que melhor podemos dar: nós! Acabe-se com a troca de prendas e aumente-se o número de dias de festejo do Natal. Em vez de festejar apenas a ceia de Natal, celebre-se o Natal ao longo de três dias, com longos e lânguidos almoços. Disfrutemos da companhia dos que nos são próximos, tornando esta época mais verdadeira, libertando-a do que é supérfluo.
Bom Natal!
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